Assaltou-me primeiro a dúvida: fazer deste um relato singularizado ou esperar brotar da singeleza do momento uma palavra poética? Mais que oportuna foi a escolha do companheiro para a viagem: Maiakovski.
No instante em que as letras desciam ao papel, com a mão a fazer sombra sobre o que se imprimia pela força sem ponto de apoio a não ser os dedos, surge a síntese, inspirada em Vlado - esforçar-se por captar a proeza do instante, lembrando-o tanto pormenorizado quanto o pormenor poético signifique.
A constatação da mala pronta, minutos antes do previsto, fez baixar aquela sensação de frio na barriga modalidade tobogã 89º. Foi bom lembrar detalhes da primeira, primeiríssima viagem, treze anos de idade, para um sítio no interior das Minas - Pirapetinga, se a memória sem o Google ainda ousa funcionar. Mas uma memória tão vívida que o portão, ao sair, pareceu o tilintar dos garrafões de leite no caminhão que serviu de carona para aquela quase adolescente aventura.
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